Reportagem_Jornal_Sem_Fronteiras

Em Maio de 2014, o Jornal Sem Fronteiras fez uma matéria, com o artista Carlos Palla, entitulada: De Paraquedista a Comendador. Veja a transcrição completa da matéria, por Fábio Valverde Portugal, abaixo:

“Carlos Palla é nascido na cidade de Ubá, conhecida como polo moveleiro do Brasil e de grandes celebridades de nossa história, como o escritos José Olinto, o apresentador e compositor Ary Barroso, o ator Mauro Mendonça, o cantor Nelson Ned e a jornalista e cantora Miúcha Trajano.

Carlos Palla saiu de sua cidade para ingressar nas Forças Armadas, galgando vários postos na vida militar e na civil. Agora, Militar Reformado, é também Professor de Educação Física, Fisioterapeuta, Escritor, Artista Plástico e Artesão. Depois de fazer vários projetos em diversas áreas, resolveu pintar. Dentro de seus feitos, destacam-se: ‘Baterias Específicas para Avaliação de Esgrimistas’ (Inédita) e ‘Raia de Pentatlo Militar’ (Fibra de vidro inédita no mundo) feita no Exército Brasileiro.

Ele resolveu pintar, não de uma forma convencional, mas de sua própria forma, pintando o que havia dentro de si, de uma maneira ingênua característica do naïf. ‘O Naïf já nasce pronto, podendo aprimorar seu conhecimento técnico com mistura de cores, luz, relevo e profundidade em escolas. Ele deve conservar suas características, pois são poucos os que conseguem se manter dentro da sua ingenuidade primitiva.’ diz Palla.

Este projeto retrata os ditos populares em acrílico sobre tela de 40×60 e 46×55, sendo uma obra – segundo pesquisa feita ao longo dos anos – que chegou à conclusão que os ditos populares têm origem em vários estados e países. Surgiram péças teatrais, programas de televisão, circos, rádio e músicas, sabendo-se que remota de muitos anos atrás, como se dizia na ‘época da vovó’.

Depois de certo tempo, resolveu se inscrever do Record Brasil, com 36 quadros pintados em acrílico sobre tela, tendo como tema ditos populares. Após a avaliação dos jurados, foi homologado como o brasileiro de maior número de quadros pintados no Rank Brasil, hoje também no Rank Mundial, com 64 obras inéditas, também pintadas em acrílico sobre tela. Hoje com mais de 150 obras, todas registradas.

O livro surgiu após várias obras pintadas que pesquisou e não encontrou em lugar nenhum os significados dos ditos populares com pintura. Então resolveu pesquisar e colocar seus significados em um livro onde as pessoas poderiam pesquisar. Vendo a obra com seu nome e significado, daí surgiu seu primeiro livro com 88 fotos das obrras e seus significados, com total de 2.633 ditos populares. Pode-se obter o livro pelo site www.ditospopularescarlospalla.com.

No ano de 2012, foi convidado para fazer parte do corpo da Academia Niteroiense de Cultura e Arte pelo presidente Dom De Luna Freire e aceitou. Hoje, ocupa a cadeira de número 10, sendo seu patrono Jean Paul Gaugin. Em 2013, foi agraciado na AOB Niteroiense com o título de Comendador.

De muitos, a fonte é conhecida. Os ditos se tornaram populares no cotidiano das pessoas e muitos deles são derivados de maus entendimentos, como:

‘Que cor é esta? Cor de burro quando foge.’ Mas o certo seria ‘Corra do burro quando foge.’

‘Ele é cuspido e escarrado.’ => Esculpido em mármore carrara (cidade italiana).

‘Quem tem boca vai a Roma.’ => Quem tem boca vaia a Roma (verbo vaiar).

Daí em diante, vê-se as corruptelas que carregamos ao longo do tempo. Essa é a rica biografia de Carlos Palla, o pára-quedista que subiu para saltar – e não desceu mais! – só está subindo no sucesso, agora comendador.”